quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Adeus impressos e vendedores de livros.

Por Marcos Maracajá

O colunista, professor e crítico literário Cristiano Ramos, publicou um artigo sobre o fim das livrarias, no portal Leia Já.
Há uns quatro anos escrevi um pequeno artigo, para o Jornal de Debates, sob o título "O papel digital", tratando exatamente do fim do texto impresso. De lá para cá, um dos jornais mais antigos em circulação do Brasil, o Jornal do Brasil, aposentou as impressoras e deu um ar de graça à natureza para um ar menos poluído.
Há por outro lado jornalistas pensando em seus empregos. Ora, ora, há o tablete, a tela lcd, o teclado, nada de desemprego. É uma ferramenta diferente para publicar, e por que não dizer que será mais conhecido?
Mãos à obra, o texto continuará sempre, a idéias também, apenas evoluímos das inscrições rupestres para a tela digital. Só. Nada mais que isso.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Família Maracajá, a genealogia

Por Marcos Maracajá

Alguns parentes, até bem intencionados, escreveram em sites genealógicos sobre a Família Maracajá. Mas os dados em linhagem genealógica quer estão errados, quer incompletos. E bota erros e falta de dados complementares. 
É verdade que escrever genealogia é produzir História, logo, é necessário rigor científico nas pesquisas, caso contrário, o que vier a ser produzido não passará de emaranhados de palavras desconexas, confusas.
Listar uma família genealogicamente, se faz necessário buscar através de entrevistas com parentes, conhecidos, historiadores, e o mais importante, a investigação documental, quer nos cartórios, livros, e imprensa. Daí sabermos que a pesquisa bibliográfica é fundamental para termos produção de boa qualidade.
Há mais de sete anos empenho esforços arduamente em pesquisas bibliográficas sobre a família Maracajá. Portanto meu interesse foi despertado logo cedo ao caminhar com meu pai da estrada que ia de Campina Grande a São João do Cariri, passando pela Fazenda Arara, dos meus ancestrais tetravós e trisavós, Inácio da Costa Freire Mariz Maracajá, e Patrício Freire Mariz Maracajá, respectivamente, rumo a pequena Fazenda Lucas do meu avô, José Borges Maracajá, conhecido por Zezé, filho do Coronel Manoel de Medeiros Maracajá, e de Maria Borges Maracajá.
Ao passar em frente ao casarão da Fazenda Arara, meu pai, Antônio Borges Maracajá, mostrava-me uma cruz enorme debaixo de um juazeiro e muitos buracos nas paredes largas da velha casa. Contava-me que ali tinha ocorrido um tiroteio com os cangaceiros.
Por algum tempo, duas vezes, em meados do anos 70, século passado, cruzei a longa caminhada a pé até a Fazenda do meu avô. Mas passei por umas duas vezes montado na garupa de um cavalo com meu tio Manoel Borges Maracajá, que me deixava na casa de um certo senhor Ioiô, ou Nonhô, para pernoitar, e no outro dia seguir viagem com meu pai para Campina Grande, e logo depois para o Sítio Tambor, município das Vertentes, em Pernambuco, onde meu pai residia e trabalhava no bananal, cafezal, e pequena criação de gado de propriedade do meu avô Zezé.
Foram durante esses percursos que ouvi tantas vezes meu pai relatar histórias dos ancestrais, de assombrações de carro roncando atrás das pessoas pelas fazendas Arara e Lucas, da pedra das negras na fazenda Caroá, de Balthasar Maracajá, e tantas outras.
Depois de anos, já na minha maturidade, resolvi seguir os passos de historiadores paraibanos, investigar as famílias que há anos habitam aqueles cariris paraibanos. Boqueirão, Cabaceiras, Ribeira de Cabaceiras, São João do Cariri, Serra Branca, Gurjão, Monteiro, Sumé, São José dos Cordeiros, Boa Vista (de Santa Rosa), mais no sertão, Patos, Santa Luzia, Souza, Pombal. E no agreste e brejo da Paraíba, Campina Grande, Alagoa Nova, Areia, Bananeiras, Pilar, Queimadas. Só para mencionar apenas algumas, sem esquecer a Capital, João Pessoa, e Taquara, no litoral, ou Praia de Pitimbu.
Mas nossa pesquisa estaria fadada ao fracasso se nos detivéssemos apenas nesse espaço geográfico. Adentramos pelo mundo à fora. Pesquisas em Portugal, Espanha, se fizeram necessárias para desvendar aqueles que antecederam Inácio Maracajá, ou seja, Abreus,  Trancas, Castros, Freires, Oliveiras Ledos, entre outros.
Para desembarcarmos na Bahia, cruzar o litoral e sertões nordestinos, chegar a Pernambuco, para fazer uma parada na capitania de Itamaracá, Igarassu, Goiana, Olinda, Recife, e outros lugares de onde emigraram muita gente para a Paraíba desde sua fundação, ou descobrimento.
Estou concluindo um modesto trabalho sobre a Família Maracajá, mas certo que abrirei uma fronteira para tantos outros caminhos que talvez alguns percorrerão, certamente com mais perspicácia, ousadia de quem quer ser verdadeiro com a História.
Hoje a Família Maracajá está espalhada em quase todos os Estados do Brasil. Ocupam os mais diversos cargos, exercem os mais diversos serviços. Vale o tempo em saber quem são.

Marcos Maracajá, Antonio Porto, acadêmico de Direito, Técnico em Contabilidade, escritor, poeta, pesquisador.
Ao utilizar deste escrito, queiram citar a fonte.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Robério Maracajá, com a palavra


Jornal da Paraíba, meu abraço!

Robério Maracajá

Abro a velha Carteira do Ministério do Trabalho e lá está anotado o meu ingresso no Jornal da Paraíba: 1º de março de 1972. Registro nº038, cargo Redator e um salário de CR$400,00 mensais. O jornal foi fundado em 5 de setembro de 1971. Portanto, eu ingressei no batente, seis meses depois de estar em circulação. E, haja saudade!Rua da Areia e o Bar do Sargento. Um lance de escada, um salão povoado de fauna e flora. Posso me lembrar de todos? A memória, já beirando os setenta, não dá muito arrimo. Mas, nos ouvidos ainda soa a trela das máquinas de escrever. Nos olhos, vagam as imagens dos companheiros, verdes e maduros, alguns já largando a casca. Bichos e flores. Armando Lira, com jeito de seminarista arrependido. Josusmá Viana afobado que nem barbatão na solta. Humberto de Campos dando esturros de onça baleada. Celso Pereira, que teve um “desmaio psicológico”, no Bar do Sargento. Ana Luíza, enfeitada de alegria como um passarinho. Nilda, na doçura de sua tranquilidade. Marcelo Marcos, máquina fotográfica ambulante. Sevy Nunes, na sobriedade caririzeira. William Tejo cutucando os políticos. Orlando Tejo, um busca-pé. Ismael Marinho, fechado que nem corrimboque. Marcos Marinho, um grilo falante. E, quantos mais que me fogem à lembrança? E eu, acuado no meio das feras, como num circo romano.
Depois, a Rua Major Juvino do Ó, eu já longe do batente, mas colaborando com as minhas aventuras crônicas. A fleugma de Mozart Santos. Arimatéa Souza, mais parecendo um capitão corsário. Rossélio Marinho, nos sobressaltos na área econômica. Ana Lúcia, um toque de delicadeza. E os demais, da safra nova, com os quais tenho pouco contato. E o “presidente” Itamar, a quem importuno, na busca dos Painéis, que remeto para as editoras do País. São 27 anos de Jornal da Paraíba. De Humberto Almeida a Ricardo Carlos, foi escrita uma história de jornalismo honesto e sério. A maioridade de uma imprensa que nunca teve medo de falar. Um caminho de resistência ao meio termo. A boca escancarada da opinião. O intéprete de um povo acostumado a falar o que quer, que não baixa o cangote, nem se amofina. Vinte e sete anos que honram a todos nós.
Eu me amancebei com o Jornal da Paraíba. Nunca me importei com os salários, porque as máquinas, o cheiro da tinta, as impressoras, as notícias, as reportagens, eram-me coisas vivas, entrenhando-se na alma como chuva na terra seca. Foi onde me fertilizei. Muitos do meu tempo, estão habitantes da vida. Outros se foram. Seus nomes estão na minha saudade e nas gotas das minhas lágrimas. Deixaram-me lições de vida, de amizade, de carinho. Se me fosse dada a aventura de recriar, eu inventaria um grande jornal, traria todos de volta, para reviver a alegria de acalentar a imagem dos olhos e me perder na loucura de um grande abraço.
Mas não é tão descabido, assim, o meu sonho. Do batente de um jornal, ninguém se vai. Como não se foram Ana Luíza, Alberto Queiroz, Tarcísio Cartaxo, Clóvis de Melo...Como não se foi ninguém. Como um jornal não vai embora. E, na sua maioridade, o Jornal da Paraíba é a soma de todos. Esse aniversário é muito meu. Porque também nasci num mês chamado setembro. Porque somos filhos do mesmos sonho, porque nos vestimos nas mesmas páginas, porque falamos a mesma língua, porque os nossos caminhos se cruzaram, além de nossas vontades, amarrados em nossos destinos.

Fonte: http://jornaldaparaiba.com.br/blog/jpdebates/post/12274_jornal-da-paraiba--meu-abraco-

domingo, 25 de dezembro de 2011

CORONEL MANOEL MARACAJÁ


130 anos de nascimento.

Por Marcos Maracajá

25 de Dezembro,
Oitocentos Oitenta e Um,
Nasceu em São João
Certo menino incomum,
Naquele torrão amado,
Igual não havia nenhum.

Era filho de Patrício,
Virgínia, sua genitora,
Raulino era seu irmão,
Sua avó agricultora,                         
Sua mãe já escrevia
Poesia, era autora.

Era irmão de Patricinho,
E Luiz era o terceiro,
Já José sendo o quarto.
Tinha no nome Medeiro (s),
Maracajá no final,
E Manoel no primeiro.

Cresceu  lá na Fazenda
Arara de São João,
Tinha apreço pelos pais,
E também pelos irmão (s),
Respeito pelos mais velhos,
Era sua educação.

Quando moço e educado,
Foi procurar em Gurjão,
A moça Maria Borges
Pra selar uma união,
Foi o maior casamento,
Que houve na região.

Foram pais de quatro filhos,
José Borges e seu irmão
Luiz Borges, o segundo,
Adilson, terceiro irmão,
Laly, única mulher,
Lhes tomavam a benção.

Mudou-se pra Cabaceiras,
Margens do Taperoá,
Tinha uma fazenda no Lucas,
A outra no Caroá,
Foi também comerciante,
MANOEL MARACAJÁ.

Patente de Coronel,
                                                           O Diário da União,
Bem noticiou o jornal,
Como tinha formação,
Para Juiz Federal,
Suplente, diz a União.

Foi Governo em Cabaceiras,
Em 23 trouxe luz,
21, telegrafia,
                                                           Pelo seu nome fez jus,
Pela Administração,
Como cidade, conduz.

Fez muito pelo seu povo,
Nunca saiu do lugar,
Como Prefeito fez muito,
O povo sabe julgar,
No cemitério fez casa
Para ali lhe sepultar.

Cabaceiras, Paraíba,
Continuou a crescer,
Que não esqueça sua gente,
Quem fez a tocha acender,
MANOEL MARACAJÁ,
Ninguém jamais esquecer.

Do bisneto, este poema,
Com a flor do croatá,
Com tinta do coração,
Da cidade Camará,
Benção meu vovô querido,
De Marcos Maracajá.

Camaragibe, 25 de Dezembro de 2011.

CORONEL MANOEL DE MEDEIROS MARACAJÁ
* São João do Cariri, PB, 25 de Dezembro de 1881.
+ Cabaceiras, PB, 27 de Abril de 1927.

Ao citar o texto, obrigatoriamente, citem a fonte e o autor.
Marcos Maracajá, poeta, escritor, acadêmico de Direito.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

GATO-MARACAJÁ





Ordem: Carnívora
Família: Felidae
Nome popular: Gato-maracajá
Nome em inglês: Margay
Nome científico: Leopardus wiedii
Distribuição geográfica: América Central e América do Sul
Habitat: Florestas
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Gestação de 81 a 84 dias
Período de vida: Aproximadamente 13 anos

Pertence a Classe Mammalia, ordem Carnivora, família Felidae, sub-família Felinae, espécie Leopardus wiedii. É um gato selvagem da fauna brasileira, considerado de pequeno porte, com medidas que variam de 42 a 62 cm de cabeça e corpo, de 30 a 48 cm de altura, peso variando de dois a cinco kg e cauda medindo de 33 a 51 cm. Sua coloração também varia do amarelo ao marrom, ou castanho, tendo as rosetas largas, completas e espaçadas. Seus olhos grandes e a cauda longa são diferenças fundamentais para sua identificação. Atualmente ocorre desde as planícies costeiras do México ao norte do Uruguai e Argentina e em todo território brasileiro, menos caatinga e Rio Grande do Sul. Algumas referências mais antigas relatam sua presença também na florestas subtropicais no sul dos Estados Unidos. A fêmea entra em cio por volta de 6 a 10 meses, têm ciclo estral de 32 a 36 dias, com 4 a 10 dias de estro. Geralmente nasce apenas um filhote, raramente ocorrem gêmeos. O período de gestação é de aproximadamente 83 dias, tem hábito solitário e noturno, adaptando-se muito bem à vida arbórea.  Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, répteis e alguns insetos. É classificado como vulnerável na lista de animais ameaçados. Em cativeiro pode viver 21 anos.
Fundação Parque Zoológico de São Paulo
Setor de Mamíferos
Simone Chinem– Aprimoranda

Acessado em 2 de Dezembro de 2011.






NENO MARACAJÁ - o ambientalista.



Fonte: http://youtu.be/SiaA5t1PfAQ

Por Marcos Maracajá

Só Deus fez na natureza,
Cada coisa com amor,
Mas me dá muita tristeza,
A morte dum beija-flor.


Ao citar a trova, citem a fonte, a autoria, obrigatoriamente.
Marcos Maracajá, acadêmico de Direito, escritor, poeta, pesquisador.

MARACAJÁ - VÍDEO 2



 Fonte:   http://youtu.be/_yeGM5AcjHM

Por Marcos Maracajá

Não há nada nesse mundo,
Que Deus não possa criá (!),
Sinto um desgosto profundo,
Morte do maracajá! 


Ao usarem o texto, citem a fonte, obrigatoriamente.
Marcos Maracajá, acadêmico de Direito, escritor, poeta, pesquisador.

MARACAJÁ - VÍDEO



Fonte: http://youtu.be/2r-jgUInchE

Por Marcos Maracajá

Há muita caça ao gato maracajá. Ainda hoje no interior do Brasil, principalmente na Paraíba, Pernambuco, grupos de caçadores, ou indivíduos sós, caçam, prendem, negociam, matam e vendem couro de maracajá.
A caça aos animais da nossa floresta é crime, responderão os criminosos com base na Lei 9.605/1998, Lei dos Crimes Ambientais, poderão ainda incorrerem em outras penalidades.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Manoel Maracajá, 130 anos.

Por Marcos Maracajá

Em 25 de Dezembro de 1881, nasceu em São João do Cariri, Manoel Medeiros Maracajá, conhecido em Cabaceiras, Paraíba, como Coronel Manoel Maracajá. Filho de Patrício Freire Mariz Maracajá, e Virgínia Maria de Medeiros Maracajá, tornou-se um dos maiores empreendedores em Cabaceiras, no início do Século XX. Em 1921 levou para a cidade os serviços telegráficos, e alugou uma casa de sua propriedade na Rua Antonio Massa, para a sede. Era o telefone e a internet daquele tempo.
Em 1923, levou luz para Cabaceiras, adquirindo um motor a diesel para produção de energia. Era algo rudimentar para os dias atuais, mas a maior tecnologia disponível para uma cidade de pequeno porte.
Possuía uma Casa Comercial de Chapéus de massa, conta-se que foi o primeiro a possuir um automóvel. Embora tivesse fazenda um tanto distante, Fazenda Lucas e Fazenda Caroá, sempre residiu na cidade que administrava com zelo e dedicação. Faleceu em 17 de Abril de 1927, foi sepultado no cemitério de Cabaceiras.
A Roliúde Nordestina, acendeu os holofotes do progresso com o Coronel Manoel Maracajá. Cabaceiras não esqueça disso.

Foto: Coronel Manoel Maracajá (arquivo particular de Marcos Maracajá)
Obriga-se citar a fonte quem fizer uso deste artigo.
O Autor está concluindo um livro sobre a Família Maracajá
Marcos Maracajá, Antonio Porto, bacharelando em Direito, escritor, poeta, pesquisador. Bisneto de Manoel de Medeiros Maracajá, e Maria Borges Maracajá; neto de José Borges Maracajá, Zezé, e Maria de Oliveira Maracajá; trineto de Patrício Freire Mariz Maracajá, e Virgínia Maria de Medeiros Maracajá; tetraneto de Ignácio da Costa Freire Mariz Maracajá, e Vicência Freire Pessoa. O resto está no livro, aguardem.